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Alegria contagiante, trabalho, entrega  e presença constante no meio do povo marcam a liderança do Dr. Furlan. Foto: Dantas Junior

Uma análise construída pela vivência

Eu não posso dizer que sei tudo sobre política, pois estaria mentindo. Até quem está 100% envolvido não sabe tudo, já que muitas decisões são tomadas no escuro, onde poucos têm acesso. Escolhe-se o que pode ser visto na superfície. Mas a análise que quero fazer é baseada no que foi possível observar ao longo dos mais de 25 anos em que moro em Macapá.

Os grandes líderes da história recente

Conversando com um empresário esta semana, ele disse que, na história do Amapá, tivemos apenas quatro grandes líderes: Comandante Barcellos, João Alberto Capiberibe, Waldez Góes e, agora, Dr. Furlan — este último com um apoio popular inédito.

Goste você ou não dessas pessoas, elas influenciaram uma maioria para chegar ao poder. E formaram grupos. Porque não existe líder sem liderados. Não existe liderança política verdadeira sem povo.

Um político sem povo não lidera — apenas faz negócios utilizando o poder. Seja ele econômico ou mesmo influência em setores do Judiciário para proteger aliados, perseguir inimigos e manipular o jogo político. Nesse tipo de “liderança sem povo”, o que resta é chantagem e ameaça.

O período Capiberibe: confronto e militância

Quando cheguei em Macapá, o governador era Capiberibe. O clima era tenso, marcado por uma postura beligerante, com constantes conflitos e perseguições a quem não estava ao seu lado.

Filho de poeta e músico, sua base política era fortemente ideológica. Militante desde jovem, com histórico na guerrilha e no exílio, construiu uma liderança alinhada à esquerda, com forte conexão política fora do estado. Formou-se em zootecnia no Canadá.

A ascensão de Waldez e a política da “harmonia”

Diante de uma sociedade cansada desse modelo, surge Waldez Góes, inicialmente sem grande expressão, mas com o discurso de contraponto.

Sua trajetória é diferente: pai seringueiro, formação em técnico agrônomo e com uma construção política baseada em outro estilo — o da “harmonia”. Mas é importante dizer: não se constrói harmonia política sem interesses e sem recursos envolvidos.

Foram décadas marcadas por dois grupos: o “amarelo” e o “azul”. PSB 40 e PTD 12. Durante esse período, muitos enriqueceram, famílias se consolidaram no poder, mas o Estado evoluiu pouco — e, em alguns aspectos, até regrediu.

Um estado dependente da política

No Amapá, a política deixou de ser escolha e passou a ser quase uma necessidade de sobrevivência. É comum que pelo menos uma pessoa em cada família dependa de um emprego ligado a influência política. A economia gira em torno do contracheque público — federal, estadual ou municipal.

A mentalidade predominante é a busca por concurso público. Enquanto isso, o setor produtivo enfrenta barreiras: burocracia excessiva, leis ambientais mal conduzidas, articulações políticas e corrupção sistêmica Tudo isso reduz drasticamente o potencial econômico do estado.

O resultado é claro: empresários fechando negócios, famílias deixando o Amapá e uma população altamente dependente de benefícios sociais.

O surgimento de Dr. Furlan

É nesse cenário que surge Dr. Furlan. E aqui está a grande pergunta: o que o diferencia dos anteriores?

Não posso falar com propriedade sobre Barcellos, mas muitos dizem que Furlan compartilha características com ele. Já em relação a Capiberibe e Waldez, há diferenças evidentes.

Nos modelos anteriores, a fidelidade era à figura política — não a um projeto consistente centrado em atender aos anseios do povo. Prometia-se muito, entregava-se pouco. E, por conta disso, um candidato era o principal cabo eleitoral do outro. Eu sempre votei no Waldez sem nunca ter feito parte de seu grupo político e com muitas críticas ao seu governo. Pois meu objetivo era impedir a vitória de Capiberibe e Waldez sempre era a única opção que tínhamos. E foi assim que ele ficou por 16 anos no poder.

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Chegou ao Amapá como médico cardiologista, mas conquistou os corações como "prefeitão" e segue líder nas pesquisas. Foto: Dantas Junior

A trajetória pessoal e profissional

Dr. Furlan chegou a Macapá como médico. Por muito tempo, foi o único cirurgião cardíaco do estado. A primeira cirurgia cardíaca ocorreu em janeiro de 2004.

Sua formação familiar, disciplina e preparo moldaram seu perfil. Desde cedo, foi incentivado aos estudos,  à prática esportiva e ao desenvolvimento pessoal — o que hoje se reflete em sua resistência física, equilíbrio emocional e capacidade estratégica. Seu pai é engenheiro agrônomo e, enquanto ele fazia mestrado em Costa Rica, o Dr. Furlan nasceu naquele país, voltando ao Brasil com 10 meses de idade. 

A entrada na política

Ingressou na vida pública em 2012 como deputado estadual. Passou pelos partidos PTB, Cidadania, MDB e agora está no PSD, presidindo o partido no Estado.  Sua trajetória legislativa não foi marcada por votações expressivas, mas sim por composição partidária. 

Em 2020, lançou-se candidato à prefeitura de Macapá e venceu derrotando o irmão do Alcolumbre. Uma vitória considerada um milagre diante da influência do senador tanto em Brasilia como no Estado. Em 2024, foi reeleito com uma votação histórica: 85,06% dos votos, consolidando-se a nova liderança política do Amapá 

Hoje, como pré-candidato ao governo do estado, lidera pesquisas e articula sua base política com autonomia partidária.

Um novo modelo de liderança

Aqui está uma diferença central: Dr. Furlan não representa um partido — representa um modelo de gestão. Sua liderança se constrói em três pilares: entrega de resultados; presença ativa e comunicação direta com o povo As redes sociais passaram a ser ferramentas reais de prestação de contas e interação.

A força da conexão com o povo

A popularidade de Dr. Furlan não vem de poder econômico nem de influência em Brasília.

Ela vem do trabalho. E de algo raro na política: proximidade real com as pessoas. Sua gestão demonstra capacidade de executar múltiplas demandas, manter atenção aos detalhes, responder com rapidez e priorizar o cidadão

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O melhor lugar para ele é onde o povo está, onde ele consegue enxergar as necessidades reais e buscar as soluções. Foto: Dantas Junior

A vitória improvável

Sua eleição foi considerada improvável, diante da força política de seus adversários. Mas aconteceu.

Mesmo enfrentando um cenário caótico em 2020 — apagão, eleição adiada com segundo turno realizado dia 20 de dezembro o que inviabilizou uma transição —  Dr. Furlan iniciou seu mandato com as bênçãos de Deus e trabalhando desde o primeiro dia.

O resultado foi uma reeleição histórica em primeiro turno, em 2024.

Um estilo de liderança diferente

Seu estilo rompe com o modelo tradicional. Ele não se coloca como estrela, mas como servidor. Mesmo tendo status e reconhecimento como médico, opta por estar no meio do povo — não apenas em período eleitoral, mas continuamente.

Exemplos que definem sua liderança

Dois relatos ilustram bem esse perfil:

Um líder sindical da área da educação afirmou que, em oito anos de gestão do Clécio como prefeito, nunca conseguiu sequer cumprimentá-lo, e ele é professor. Já nos primeiros dias de mandato, foi recebido por Dr. Furlan, que é médico — e teve demandas atendidas.

Outro exemplo mostra seu nível de atenção: ao identificar problemas simples em espaços públicos, ele age imediatamente, cobrando soluções e verificando sua execução. Eis porque as praças em sua gestão, sempre estão limpas, iluminadas e organizadas. Para ele, detalhes são muito importantes e entregar ao povo o melhor possível sempre foi sua obceção.

Uma liderança com características raras

O que se observa nessa liderança são características que a população sempre buscou: humildade, proximidade, zelo pela coisa pública, compromisso com resultados e humanização da política. Por causa de tudo isso, centenas de amapaenses que estão em outros estados e até em outros países, pretendem vir em outubro para a capital só para votar nele. Muitas famílias aguardam essa vitória para voltarem a residir no Estado. Empresas que precisam de segurança jurídica e de um ambiente saudável de negócios também esperam uma mudança na política para investirem no Amapá.

Dr. Furlan é uma liderança que equilibra articulação política com entrega concreta. Uma liderança que não perde de vista o essencial: o povo.

Adriana Garcia

Jornalista na Amazônia

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