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quilombo

Feito com recursos públicos do Tesouro Municipal durante a gestão do Dr. Furlan, espaço estaria sendo usado para locação.

Moradores do Quilombo Lagoa dos Índios, localizado no bairro Goiabal, em Macapá, denunciam uma série de irregularidades envolvendo a administração do Centro Comunitário Raimundo Pereira da Silva e do Espaço Família, equipamentos públicos recentemente reconstruídos e ampliados para atender a comunidade.  Ees afirmam que parque infantil e centro comunitário permanecem fechados para a população e cobram investigação sobre a administração do local.

As obras foram realizadas durante a gestão do ex-prefeito Dr. Furlan e incluíram, além da revitalização do centro comunitário, a construção de um espaço de lazer destinado às crianças da região. No entanto, segundo relatos de moradores, os benefícios esperados pela comunidade não estariam sendo alcançados.

De acordo com as denúncias recebidas, não houve uma entrega formal da obra feita pela gestão interina e a chave foi entregue para alguém que não tem respaldo da comunidade pois a associação responsável pela gestão do espaço estaria inadimplente e sem funcionamento regular, o que colocaria em dúvida a legitimidade de sua atual representação. Ainda segundo os relatos, uma pessoa estaria se apresentando como presidente da entidade sem possuir documentação válida que comprove oficialmente essa condição.

A situação se torna ainda mais grave diante das acusações de que o espaço público estaria sendo alugado para eventos particulares. Conforme a denúncia, valores de até R$ 4 mil estariam sendo cobrados para a realização de festas no local.

quilombo indio

Crianças frustradas e tristes porque não podem entrar para usufruir do espaço família que foi feito para elas.

Espaço fechado para a comunidade

Moradores afirmam que tanto o centro comunitário quanto o parque infantil permanecem fechados durante a maior parte do tempo, com acesso restrito por cadeados. O local, segundo eles, seria aberto apenas durante a realização de eventos privados realizados à noite.

Como consequência, as crianças da comunidade, que deveriam ser as principais beneficiadas pelo espaço de lazer, não conseguem utilizar regularmente o parque infantil. Segundo os relatos, o acesso aos brinquedos ocorre praticamente apenas durante as festas promovidas no local.

Essa situação preocupa moradores, que alertam para os riscos aos quais crianças e adolescentes podem estar sendo expostos ao frequentarem o espaço durante eventos noturnos. As denúncias apontam para possíveis situações de vulnerabilidade, além da exposição a ambientes inadequados para menores de idade.

Pedido de investigação

Os relatos também indicam que mães comparecem aos eventos acompanhadas de bebês e outras crianças pequenas, situação que, na avaliação de moradores, merece atenção dos órgãos responsáveis pela proteção da infância e adolescência.

Segundo a comunidade, diversas tentativas de buscar apoio junto à atual gestão municipal não teriam produzido resultados concretos. Moradores afirmam que receberam a orientação de procurar diretamente os órgãos de fiscalização e o Ministério Público.

A frustração é ainda maior entre as famílias que aguardavam a entrega do espaço para uso coletivo. Durante o dia, as crianças convivem com a visão de um parque construído para elas, mas que permanece fechado e inacessível.

Uso de bem público deve ser esclarecido

As denúncias levantam questionamentos sobre quem possui, de fato, a responsabilidade legal pela administração do centro comunitário e do Espaço Família. A comunidade cobra transparência sobre a gestão do equipamento e defende que o local cumpra sua finalidade original: oferecer lazer, convivência social e atividades comunitárias para os moradores da região.

quilombo crianca

Segundo as denúncias, o parque só abre durante as festas noturnas, onde crianças são expostas a riscos graves.

Diante da gravidade dos relatos, moradores solicitam a atuação dos órgãos fiscalizadores, do Ministério Público, do Conselho Tutelar e das secretarias municipais competentes, especialmente as áreas de Assistência Social, Esporte, Lazer e Família.

Além da apuração sobre a possível exploração econômica do espaço público, a comunidade pede fiscalização permanente da área e a adoção de medidas que garantam o acesso da população ao equipamento construído com recursos públicos.

Até que os fatos sejam devidamente esclarecidos, permanece a cobrança para que o Centro Comunitário Raimundo Pereira da Silva e o Espaço Família sejam devolvidos à sua verdadeira finalidade: servir à comunidade que aguardou por anos a chegada desses investimentos.

O espaço está aberto para que a gestão municipal possa se manifestar a respeito das denúncias apresentadas nesta reportagem e quais medidas serão tomadas para solucionar esse grave problema que não apenas afeta a comunidade mas coloca em risco a vida de crianças.

Adriana Garcia

Jornalista na Amazônia

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