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 verita lorran

Dr. Furlan e Dra Rayssa Furlan lideram as pesquisas. Ele com 71,6% para o governo e ela 45,2% para o senado.

O Instituto Veritá ouviu moradores do estado do Amapá entre os dias 18 e 24 de março de 2026 e confirmou a liderança absoluta do Dr. Furlan (PSD), com 71,6% das intenções de voto na corrida ao governo. O atual governador, Clécio Luís (União Brasil), aparece com apenas 28,4%. Em outras palavras, Dr. Furlan tem mais que o dobro das intenções de voto do segundo colocado.

Apesar de toda a estrutura de poder, incluindo agora o controle da prefeitura da capital após uma decisão monocrática e questionável do ministro Flávio Dino, o chamado “grupo do atraso” não consegue conter a vontade popular. A população segue ao lado de Dr. Furlan e demonstra que não abre mão de construir um futuro diferente para o Amapá.

A pesquisa também mediu o grau de rejeição dos pré-candidatos ao governo. Os dados indicam que o atual governador não conseguiria se reeleger: quase 70% dos amapaenses afirmam que não votariam nele de jeito nenhum. Esse número é decisivo, pois revela que, mesmo diante de tentativas de inviabilizar a candidatura de Dr. Furlan, o grupo adversário não venceria no voto.

Além disso, qualquer ação contra o ex-prefeito de Macapá tende a fortalecer ainda mais seu grupo político. Se há algo já definido pelo povo, é quem ele não quer mais no poder.

O maior ativo de Dr. Furlan é o apoio popular. Esse capital político pode não apenas levá-lo ao governo, como também impulsionar a eleição de diversos aliados, promovendo uma renovação significativa na Assembleia Legislativa, na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. Trata-se de um cenário que pode consolidar uma mudança inédita nas últimas quatro décadas, período marcado pelo revezamento de poder entre grupos tradicionais.

Desde sua vitória à prefeitura de Macapá em 2020 — quando derrotou o irmão de Alcolumbre  no segundo turno — iniciou-se um novo movimento político. Em 2022, Dra. Rayssa Furlan quase conquistou uma vaga no Senado em sua primeira disputa eleitoral, tirando a vaga ocupada por Alcolumbre, demonstrando força e potencial.

De um lado, há um grupo com forte influência institucional, trânsito nos tribunais, poder econômico e articulação política voltada à manutenção de estruturas. De outro, Dr. Furlan representa o apoio direto da população, com uma gestão voltada para resultados concretos e alinhados às necessidades do cidadão comum. Sua administração na capital o colocou entre os três melhores prefeitos do Brasil, consolidando um modelo de gestão que hoje se apresenta como alternativa aos modelos tradicionais.

DISPUTA AO SENADO

A pesquisa Veritá também aponta um cenário favorável à Dra. Rayssa Furlan (Podemos). Na pesquisa espontânea — quando o eleitor cita livremente seu candidato — ela aparece com 45% das intenções de voto. Em seguida vêm Randolfe Rodrigues (PT), com 25,6%, e Lucas Barreto (PSD), com 22,5%.

Na pesquisa estimulada, Dra. Rayssa mantém a liderança com 45,2%, seguida por Randolfe com 26,3% e Lucas com 19,3%. Na sequência aparecem Waldez (PDT), com 5,6%, e Acácio (MDB), com 3,6%.

verita

Dra Rayssa e Lucas barreto segue despontando, já que o Lucas está em primeiro lugar no segundo voto, enquanto Randolfe está em último.

No entanto, como em 2026 serão eleitos dois senadores, a pesquisa também avaliou o segundo voto. Nesse cenário, Lucas Barreto lidera com 35%, seguido por Dra. Rayssa, com 28,1%. Depois aparecem Waldez (14,9%), Acácio (11,5%) e Randolfe, com apenas 10,5%.

Esse dado reforça a consistência de uma possível dobradinha entre Dra. Rayssa e Lucas Barreto, já que, embora Randolfe apareça como segunda opção em alguns cenários, ele é o menos citado como segunda escolha, enquanto Lucas lidera com folga nesse critério.

ÍNDICE DE REJEIÇÃO

No levantamento sobre rejeição — quando o eleitor aponta em quem não votaria de jeito nenhum — Randolfe Rodrigues lidera com 45,1%. Em seguida aparecem Waldez (16,9%), Acácio (15,2%) e Dra. Rayssa (14,5%). O menos rejeitado é Lucas Barreto, com 8,4%.

A pesquisa foi realizada entre os dias 18 e 24 de março, com margem de erro de 3,5 pontos percentuais.

DISPUTA PARA DEPUTADOS

Outro dado relevante é que quase 100% dos entrevistados ainda não sabem em quem votar para deputado federal e estadual. Isso indica um cenário aberto e imprevisível, com grande possibilidade de renovação.

verita rayssa

Lorran Barreto (PSD) foi o mais citado entre os entrevistados que já sabem quem será seu candidato a estadual.

Mesmo entre pessoas ligadas a estruturas políticas antigas ou contratos públicos, há indecisão. Isso reforça que o voto ainda está em disputa e pode ser conquistado por aqueles que se apresentarem com propostas consistentes e conexão real com a população.

Diante de um cenário em que o grupo dominante controla grande parte da Assembleia Legislativa e da bancada federal, mas ainda assim apresenta altos índices de rejeição, cresce a possibilidade de uma mudança significativa nessas casas.

PERFIL IDEOLÓGICO DO ELEITOR

A pesquisa também revela que o eleitorado amapaense, na disputa presidencial, é majoritariamente de direita, com 57,4%. Somando centro-direita e centro, esse número se aproxima de 70%.

Tradicionalmente, o voto para cargos estaduais e legislativos no Amapá não segue uma lógica ideológica tão definida, sendo influenciado por proximidade, relações pessoais e necessidades práticas. No entanto, o cenário recente pode alterar esse comportamento.

verita firlan

Os três candidatos viáveis para majoritárias no Amapá são de centro-direita e apostam no pragmatismo.

Fatores como percepção de perda de liberdade, aumento de perseguição à adversários políticos e episódios de roubo de aposentados e fraudes financeiras que impactam diretamente a população podem influenciar uma mudança no perfil do voto, tornando-o mais ideológico nas próximas eleições.

CRISE DE REPRESENTATIVIDADE

Os números da pesquisa também apontam um forte sentimento de insatisfação com a atual composição da Assembleia Legislativa. Mais de 80% dos entrevistados avaliam o desempenho dos deputados como regular, ruim ou péssimo.

Temas graves, como a situação da AMPREV, são percebidos como negligenciados. A ausência de fiscalização efetiva e o alinhamento político acima dos interesses da população reforçam a sensação de abandono.

Não por acaso, os nomes mais lembrados para deputado estadual são justamente aqueles que defenderam investigações e maior transparência. São eles, Loran Barreto (PSD) e R. Nelson (Podemos), aliados do ex-prefeito da capital e favorito ao governo, Dr. Furlan.

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O Dep. Estadual R. Nelson aparece como o segundo mais citado para quem já decidiu o voto. Ele é oposição ao governo.

As pesquisas eleitorais vão além dos números: elas revelam o sentimento da população. E o que este levantamento mostra é um eleitor cansado, desconfiado e disposto a promover mudanças.

O cenário está aberto, especialmente nas disputas proporcionais. As chances são iguais para aqueles que decidirem entrar no jogo com propostas claras, disposição para o trabalho, coragem para representar ideologicamente seu eleitorado e compromisso com a população.

A resposta final virá das urnas — e pode ser mais transformadora do que muitos imaginam.

Adriana Garcia

Jornalista na Amazônia

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