
Macapá se junta ao “Acorda Brasil” em ato por liberdade e justiça.
Enquanto muitos ainda tentam silenciar a insatisfação popular, Macapá voltou a dar uma resposta clara neste domingo, 25. Inspirados pela coragem do deputado federal Nikolas Ferreira, que caminhou 240 quilômetros de Belo Horizonte até Brasília no movimento “Acorda Brasil”, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro ocuparam o Parque Meio do Mundo para exigir justiça, liberdade e respeito à Constituição.

Movimento poopular e orgânico onde as pessoas levaram suas mensagens em cartazes, faixas e com a sua voz.
Não foi um ato convocado por partidos, gabinetes ou estruturas eleitorais. Foi o povo. Em apenas três dias de divulgação orgânica nas redes sociais, mais de 200 pessoas atenderam ao chamado. Homens, mulheres, idosos e crianças se reuniram movidos por um sentimento comum: a revolta diante do que consideram uma sequência de abusos cometidos contra cidadãos brasileiros nos últimos anos.
Para os manifestantes, o Brasil vive um período de medo e insegurança jurídica desde que centenas de pessoas comuns, sem antecedentes criminais, foram presas de forma arbitrária, rotuladas como golpistas sem o devido processo legal. A indignação não é abstrata — ela tem nomes, rostos e histórias que, segundo o grupo, vêm sendo ignoradas por quem deveria zelar pela Justiça.

Manifestantes pediam a liberdade de Bolsonaro e já levantavam o grito de Flávio Presidente.
A escolha do Meio do Mundo não foi aleatória. Dali, do ponto que simboliza o centro do planeta, os manifestantes quiseram fazer ecoar um recado claro: o Brasil não pode aceitar decisões tomadas por ministros que, na visão do grupo, extrapolam suas funções judiciais, agem politicamente e agora aparecem envolvidos até o pescoço em escândalos como o do Banco Master.
O ato foi pacífico, ordeiro e organizado, desmontando mais uma vez a narrativa que tenta associar manifestações de direita à violência. Vieram pessoas de Ferreira Gomes, Oiapoque, Santana e de diversos bairros da capital. Com bandeiras do Brasil, caixa de som improvisada e muita disposição, cidadãos comuns tomaram a palavra para dizer o que pensam — algo cada vez mais raro em um país onde a liberdade de expressão parece estar sob permanente ameaça.
O clima era de pertencimento e reencontro. Muitos relataram alívio por perceber que não estão sozinhos, que há outros brasileiros igualmente inconformados com o rumo do país. A união em torno de pautas como ética, economia sólida, segurança jurídica e liberdade constitucional fortaleceu o grupo e reacendeu a disposição para continuar nas ruas.

O ato também contou com orações em favor da nação brasileira.
Durante o protesto, uma pergunta ecoou com força: onde estão os parlamentares? Onde estão aqueles que pedem votos em nome da liberdade, mas se calam diante das prisões, dos abusos e das violações de direitos? A crítica foi direta e sem rodeios. Para muitos presentes, chegou a hora de parar de eleger quem não representa o povo e não luta quando mais importa.
A indignação com o que classificam como prisão criminosa de Jair Bolsonaro e a denúncia de uma tentativa deliberada de eliminá-lo politicamente — e até fisicamente — também estiveram no centro das manifestações. O grito de “Bolsonaro Livre” se misturou a protestos contra ministros do STF e senadores do Amapá, além do canto do Hino Nacional e músicas que projetam Flávio Bolsonaro como alternativa para o futuro do país.

O ato contou com a presença de crianças e idosos. Cidadãos comuns usaram da palavra para expressar sua opinião.
Em um dos momentos mais simbólicos, os manifestantes interromperam os discursos para orar. Pediram a intervenção divina na história do Brasil, demonstrando que, além da luta política, há uma dimensão espiritual no sentimento de quem acredita que o país vive uma batalha moral e institucional.
O recado deixado no Meio do Mundo é claro: o Amapá acordou. E a mobilização não termina aqui. Os participantes afirmam que continuarão atentos aos desdobramentos nacionais e às próximas ações lideradas por Nikolas Ferreira, certos de que o silêncio não é mais uma opção.
Adriana Garcia
Jornalista na Amazônia
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