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 improir cristina

Igor e Júlia visitaram o museu e conheceram detalhes da história do Marabaixo que faz parte da cultura de Macapá.

O Museu de Artes, Culturas e Memórias Negras recebeu do IBRAM – Instituto Brasileiro de Museus – o seu Certificado de Registro de Museu. Entre os 11 museus cadastrados, o Museu do Negro, inaugurado em junho do ano passado, é o primeiro e único de Macapá a ser oficialmente registrado pelo IBRAM.

A diretora-presidente do IMPROIR, Cristina Almeida, destacou que Macapá sai na frente como resultado do compromisso da gestão municipal, que autorizou a criação do museu por meio de decreto. “Para existir, o museu precisa ter a sua certidão de nascimento. Então, ele já nasce da forma correta. Conseguimos preencher todos os requisitos do IBRAM. Fizemos todo o passo a passo: cadastro, cumprimento de uma série de processos exigidos por lei, entre eles o acompanhamento museológico. Todo esse processo foi realizado para que chegássemos até aqui hoje, com documentos enviados e comprovados, demonstrando que realmente temos reserva técnica, sala permanente, sala temporária, tudo o que um museu precisa ter, além dos acervos. Estamos salvaguardando a história da nossa Macapá. Este não é um espaço apenas para guardar objetos antigos. Ele envolve um processo de evolução e educação, trazendo para o presente toda a contemporaneidade, mostrando como Macapá era e como está hoje”, afirmou.

improir museu

Diretora-presidente do Improir comemora o registro. "Foi um trabalho de um grupo, com êxito em tempo recorde".

Cristina ressaltou ainda que a população passa a contar com um espaço destinado à pesquisa, aquisição de conhecimento e realização de palestras, seminários e produção de vídeos. “Tivemos a honra de receber esse documento e ainda sermos parabenizados. Ficamos surpresos ao saber que, dos 11 museus cadastrados, somente o Museu de Artes, Culturas e Memórias Negras conseguiu esse registro com apenas oito meses de inaugurado. Esse grande feito é resultado do trabalho de um grupo que envolve desde o gabinete da Prefeitura, a Procuradoria, a TI e a equipe técnica. O museu conta com uma curadoria que realiza o acompanhamento e a formação contínua do que estamos vivenciando. Em breve, será aberto o edital para a construção do Plano Museológico. O museu só se define plenamente quando entregamos esse plano, que é obrigatório e precisa ter escuta pública”, explicou.

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Dentre os 11 museus de Macapá, O Museu do negro é o primeiro e único a ter esse registro do IBRAM.

Cristina Almeida também destacou as parcerias institucionais do museu, como o termo de protocolo de intenções firmado entre o prefeito Dr. Furlan e a Reitoria da UNIFAP, além da parceria com o IFAP.

“Não é a Prefeitura que ganha com esse registro, é a população, pelo reconhecimento dessa história. Com isso, poderemos participar de editais, receber recursos, integrar estatísticas e diagnósticos que apontam o que precisamos para avançar. Além disso, todos os bens recebidos e as doações cadastradas passam a ter automaticamente proteção do Governo Federal”, completou.

A diretora informou ainda que mais de 2.200 pessoas já visitaram o museu, sendo a educação o maior público. “É uma demanda espontânea. Já recebemos até 70 alunos em um único dia. A equipe está preparada, pois recebeu formação específica, inclusive para atender pessoas com limitações visuais e auditivas. Os estagiários, antes de entrarem no museu, já sabem que precisam ser bilíngues. Temos estagiários que falam três línguas. É um espaço preparado também para o turismo”, destacou.

O estudante de Direito Igor, de 22 anos, visitou o museu acompanhado da namorada. “Queria ter um date com a minha namorada. Sempre que viajo, procuro conhecer a história dos lugares, e tanto na escola quanto na faculdade a gente vê muito pouco sobre a nossa própria história. Então é muito bom que tenham aberto um museu aqui na cidade para a gente conhecer”, afirmou.

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A gestão do Dr. Furlan entregou o Museu para a população  em junho de 2025 e firmou parcerias com a UNIFAP e IFAP.

Júlia Rocha, de 20 anos, também estudante de Direito, contou que a visita foi uma experiência enriquecedora. “Na minha família, nunca tive alguém que me contasse realmente a história de Macapá e do Amapá. Nossa história é pouco conhecida pelos amapaenses. Geralmente, a gente conhece mais quando vai estudar para concurso. Na escola, isso foi pouco abordado para mim e para minha família também. Foi muito interessante conhecer nossa vivência, entender o Marabaixo, que sabemos que é uma cultura típica nossa, mas muitas vezes não conhecemos a origem, quem criou e o caminho que percorreu até hoje. Foi muito especial conhecer um pouco mais da nossa cultura”, compartilhou.

O casal soube do museu pelas redes sociais, por meio do perfil da Prefeitura, e também pelo Google Maps, que ocasionalmente sugere atrações e atividades. “Eu já tinha passado em frente e tinha curiosidade de conhecer”, disse Igor.

A gestão municipal segue investindo em políticas públicas que fortalecem a identidade, a história e a cultura do povo amapaense, impactando diretamente a educação, a pesquisa e a valorização da trajetória dos povos que construíram a cidade até os dias atuais.

Adriana Garcia

Jornalista na Amazônia

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