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Ações socioambientais chegam ao Amapá com fotógrafo Mário Barila e Instituto Casa Verde

Projeto propõe viveiro de mudas amazônicas, registros fotográficos e debate sobre aplicação de royalties do petróleo

O fotógrafo e ambientalista Mário Barila estará em Macapá entre os dias 1º e 10 de fevereiro para desenvolver uma série de atividades socioambientais em parceria com o Instituto Casa Verde, entidade coordenada pela ambientalista Ana Pires. As ações fazem parte do Projeto Água Vida, iniciativa criada por Barila e que atua em diversos biomas brasileiros promovendo preservação ambiental, recuperação de áreas degradadas e engajamento comunitário.

A realização das atividades no Amapá ocorre em um momento considerado oportuno, diante das discussões sobre a possível exploração de petróleo na foz do rio Amazonas e dos impactos ambientais e sociais ligados a essa atividade. Diante da expectativa de arrecadação futura por meio de royalties e compensações financeiras, o projeto propõe incentivar tanto ações práticas quanto reflexões sobre a utilização responsável desses recursos em benefício da população e do meio ambiente.

Segundo Barila, o debate vai além da exploração petrolífera. “O mais importante é pensar no legado que esses recursos podem gerar. Investir em meio ambiente, educação e recuperação de áreas degradadas significa investir no futuro das comunidades amazônicas”, destaca.

Entre as ações previstas está a implantação de um viveiro para produção de mudas de espécies amazônicas, destinadas a projetos de reflorestamento e recuperação ambiental. O Instituto Casa Verde já desenvolve iniciativas na área de apicultura, com a criação de abelhas nativas da região, além de promover atividades voltadas à educação ambiental e ao fortalecimento das comunidades locais.

Durante sua estadia em Macapá, o fotógrafo também realizará registros das paisagens naturais do estado e produzirá um ensaio artístico com um casal de bailarinos tendo como cenário o lixão municipal da capital. A proposta é chamar atenção para a necessidade de encerramento definitivo do espaço, conforme determina a legislação ambiental, além de reforçar a urgência de soluções estruturais para um problema que afeta especialmente comunidades ribeirinhas e moradores da região.

A agenda inclui ainda uma expedição ao Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, maior unidade de conservação do país. O acesso será feito pela região da Serra do Navio, de onde Barila seguirá de canoa por áreas preservadas da floresta amazônica.

Outro destaque do projeto será a abertura de uma exposição fotográfica com dez imagens do artista, selecionadas entre centenas de registros de seu acervo, que retratam paisagens naturais, desafios ambientais e a relação entre o ser humano e a natureza. A mostra será aberta ao público no dia 4 de fevereiro, às 17 horas, no Instituto Casa Verde, localizado na Avenida Raimundo Álvares da Costa, nº 1197, bairro Central, com entrada gratuita.

Todas as atividades desenvolvidas durante a visita são financiadas com recursos próprios do fotógrafo e ambientalista. O objetivo é apoiar iniciativas locais e ampliar o debate sobre a destinação responsável dos recursos gerados por atividades econômicas na região amazônica.

Sobre o Projeto Água Vida

Criado em 2014 pelo fotógrafo e ambientalista Mário Barila, o Projeto Água Vida promove ações voltadas à preservação ambiental, educação ecológica e valorização da cidadania, destacando a importância da água para a manutenção da vida no planeta. As atividades são mantidas por meio da comercialização das fotografias do artista e por contribuições de parceiros, permitindo a realização de projetos em diferentes regiões do Brasil.

Economista de formação, Barila encontrou na fotografia sua principal forma de atuação socioambiental. Após a aposentadoria, aprofundou seus estudos com o fotógrafo Araquém Alcântara, referência nacional na documentação da fauna e flora brasileiras. Sensibilizado pelas questões ambientais e sociais observadas em suas viagens, passou a utilizar a fotografia como instrumento de conscientização, registrando espécies ameaçadas, comunidades tradicionais e iniciativas voltadas à preservação ambiental.

Mais informações sobre o projeto e formas de apoio podem ser encontradas no site e no perfil oficial no Instagram: @mariobarilafilho.

Informações fornecidas pela assessoria do fotógrafo.

Adriana Garcia

Jornalista na Amazônia

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