
Faltando 5 meses para a eleição, Dr. Furlan segue com ampla vantagem em relação ao atual governador Clécio Luis.
Em nova pesquisa do Instituto Veritá, após dois meses da desastrosa gestão interina do aliado de Clécio em Macapá, Dr. Furlan aparece com 70,4% das intenções de voto e segue favoritíssimo ao Palácio do Setentrião.
O Instituto Veritá divulgou os números de sua mais recente pesquisa de intenção de voto no Amapá, revelando o atual cenário político para as eleições de 2026. Os dados mostram a ampla liderança de Dr. Furlan (PSD) na disputa pelo Governo do Estado, consolidando-se à frente dos demais concorrentes.
A pesquisa foi realizada entre os dias 23 e 28 de abril de 2026, ouvindo 1.030 eleitores em todo o Estado do Amapá. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sob o número AP-03170/2026.
É importante destacar que a pesquisa ocorre após dois meses do afastamento de Dr. Furlan e do então vice-prefeito de sua chapa, Mario Neto(Podemos). Com isso, assumiu a Prefeitura o presidente da Câmara de Vereadores, Pedro Dalua (União), aliado do governador Clécio(União) e integrante do mesmo grupo político. Considerado pupilo do senador Davi Alcolumbre, Dalua aparece em áudio vazado que mostraria o modus operandi desse grupo.
Em pouco tempo, segundo centenas de relatos nas redes sociais e testemunhos vistos nas ruas e nas repartições públicas municipais, Dalua conseguiu desorganizar a cidade, descontinuar diversas políticas públicas, promover exonerações em massa, atrasar salários e perseguir integrantes ligados à antiga gestão de Dr. Furlan.
Se o objetivo dessa manobra jurídica era enfraquecer Dr. Furlan, o efeito teria sido contrário. Um dia após o afastamento, ele renunciou ao cargo e declarou-se pré-candidato ao governo, ganhando um mês a mais para iniciar sua pré-campanha, inclusive visitando os demais municípios.
Na pesquisa Veritá de março, Dr. Furlan já aparecia com 70,6%. Em abril, praticamente manteve o mesmo patamar, registrando 70,4%. Clécio tinha 28,4% e agora aparece com 29,6%, mantendo média semelhante.
A liderança de Dr. Furlan também se consolida na pesquisa espontânea, quando os nomes não são apresentados aos entrevistados. Nesse cenário, ele surge com 65,7%, enquanto Clécio aparece com 34,1%.

Dra Rayssa Furlan vai se consolidando e deve ser a primeira mulher do Amapá do senado.
A pesquisa também mostra liderança absoluta de Dra. Rayssa Furlan (Podemos), que aparece na espontânea com 54,2% das intenções de voto ao Senado, seguida de longe pelo senador Randolfe Rodrigues (PT), com 28,8%. Na estimulada, ela permanece à frente com 48,8%, enquanto Randolfe soma 29,5%.
Apesar de Randolfe ocupar a segunda posição nesse cenário, ao perguntar sobre o segundo voto para o Senado, quem lidera é o senador Lucas Barreto, com 36% das intenções, enquanto Randolfe aparece em quarto lugar, com apenas 10,3%.
Outro dado desfavorável ao senador Randolfe é o índice de rejeição. Segundo a pesquisa, 47,2% afirmaram que não votariam nele de jeito nenhum. Já Lucas Barreto aparece em quarto lugar nesse quesito, com apenas 9,8%.

Apesar de Randolfe estar em segundo lugar, no primeiro voto, Lucas Barreto lidera o segundo e tende a ser reeleito.
É importante destacar que esta é a primeira pesquisa sem o nome do ex-governador Waldez Góes (PDT). Encerrado o prazo da janela partidária, ele decidiu não disputar a eleição ao senado e permanecer como ministro do governo Lula. Em seu lugar surge o atual vice-governador, Teles Junior, do mesmo partido, com 2% na espontânea e 4,7% na estimulada.
Waldez aparecia em março com 0,5% na espontânea e 5,6% na estimulada, o que indicaria transferência parcial de votos. Acácio Favacho, que já vinha aparecendo em pesquisas anteriores, registrou 1,1% na espontânea e 3,7% na estimulada, ficando no quarto lugar e um ponto atrás de Teles Júnior.
Se a eleição fosse hoje, para tirar a segunda vaga de Lucas Barreto, seria necessário que o grupo de Davi escolhesse apenas um nome entre Randolfe Rodrigues, Acácio Favacho e Teles Júnior, algo considerado difícil diante das disputas internas, além do desafio de transferir votos.
Se os levantamentos continuarem apontando esse cenário, o Amapá poderá caminhar para uma guinada de centro-direita no Senado. Enquanto alguns consideram improvável a eleição de dois senadores do mesmo espectro político no Estado, Dr. Furlan, apontado como o cabo eleitoral mais forte da história política local, pode transformar essa possibilidade em algo real.
Essa força política do ex-prefeito da capital também o coloca como figura central na eleição de deputados estaduais e federais. Como presidente do PSD no Estado, e com forte capacidade de articulação e liderança, ele conseguiu montar quatro nominatas, envolvendo PSD, Podemos, Novo e PL, com nomes alinhados ao projeto político que defende para o Amapá.

Randolfe Rodrigues lidera quando o assunto é rejeição e deve ser aposentado por falta de votos.
Diferente do outro grupo, o Dr. Furlan tem uma visão bem definida para implantar no Estado, e que já foi executada na capital, o que da ao eleitor, além de confiança de que ele cumprirá suas promessas de campanha, uma direção clara de gestão, fatores que não são identificados no grupo do atual governador, que não tem direção clara e que acumula dezenas de promessas não cumpridas em seu primeiro mandato. A expectativa é o Dr. Furlan construir uma base sólida que lhe garanta governabilidade e facilite a implantação das mudanças que grande parte da população espera e que os desafios futuros com a exploração do petróleo na região exigem.
Adriana Garcia
Jornalista na Amazônia
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