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Direita portuguesa chama eleitores no Brasil para decisão histórica.

Portugueses que moram no Brasil podem definir as eleições presidenciais no seu país, indo ao consulado nos dias 17 e 18 de janeiro para votar no candidato de direita André Ventura. Dados de 2024, apontam que no Brasil, há 281.245 eleitores imigrantes  portugueses, representando 41,7% do total de 673.764 portugueses com direito de voto fora da Europa.

Luísa Vaz, do partido CHEGA de Portugal, disse em entrevista ao Portal que a ida dos imigrantes portugueses que vivem no Brasil aos consulados para votar em André Ventura pode ser decisiva para o resultado, dando vitória à direita. Ela afirmou que o único partido de direita em Portugal enfrenta as mesmas dificuldades da direita no Brasil, como pesquisas tendenciosas, por exemplo.

Segundo Luísa, há 11 candidatos à presidência, o que divide muito o voto e dificulta uma vitória de André Ventura no primeiro turno, cenário que seria o ideal. Ainda assim, ela considera muito difícil que ele não esteja no segundo turno, pois tem aparecido em primeiro lugar nas pesquisas, mesmo naquelas que tentam diminuir os seus números.

Luísa fez um apelo aos portugueses de direita que moram no Brasil para que façam um esforço e compareçam ao consulado mais próximo de sua cidade. “Não haverá outra oportunidade de salvar Portugal de um governo da esquerda”, declarou. Deputada municipal, ela afirmou ainda que forças ocultas no Brasil e em Portugal reduziram de 23 para 11 o número de consulados disponíveis para votação, o que dificulta e encarece o acesso dos eleitores.
“No caso da eleição para presidente, só há uma possibilidade: votar presencialmente nos consulados. Não precisa marcar com antecidência, basta comparecer com um documento de identificação. Portugal precisa do voto dos imigrantes”, explicou.

“Como o governo permite isso? Nós sabemos que a maior parte do voto do imigrante vai para o CHEGA, e por isso o sistema conhece o peso que isso tem e tenta limitar o voto. Quando candidatos que se dizem defensores da democracia impedem uma fatia importante de portugueses de votar, o que é seu direito mais básico, faz-nos questionar se eles realmente sabem o significado das palavras. Deveria haver uma entidade, ou o próprio governo, que obrigasse os consulados a estarem abertos para receber essas pessoas e permitir que exerçam seus direitos”, afirmou.

Ela ressaltou que, se todos os apoiadores de André Ventura no Brasil fizessem um esforço para votar, isso representaria um terço dos votos necessários para elegê-lo. “Poderia não garantir a vitória no primeiro turno, mas ele iria para o segundo turno com uma vantagem muito maior e numa situação muito mais confortável.”

Luísa destacou que uma das estratégias da esquerda é facilitar a legalização de imigrantes, concedendo-lhes nacionalidade e transformando-os em um curral eleitoral, pois eles têm direito ao voto nas eleições legislativas. Porém, nesta eleição para presidente, somente os portugueses têm direito ao voto. “Como a esquerda sabe que não terá a força dessa parcela de eleitores, tenta retirar esse poder por outro lado”, disse.

Ela sugeriu que, se as distâncias até os consulados forem muito grandes, os imigrantes poderiam se unir, alugar um transporte coletivo e dividir as despesas. “Se um imigrante está tendo dificuldade de contato com o consulado, manda e-mail e não respondem, liga e não atendem, é normal que fique inseguro em fazer a viagem e perder tempo e dinheiro sem a certeza de que conseguirá votar. A única coisa que poderia ser feita é pressionar o ministro Paulo Rangel para que ele obrigue os consulados a estarem abertos”, afirmou.

Luísa lamentou que sejam os partidos de esquerda os responsáveis por nomear as pessoas que atuam nos consulados, o que, segundo ela, explicaria esse boicote. Informou ainda que os imigrantes terão dois dias para votar: sábado, dia 17, das 8h às 19h, e domingo, dia 18, das 8h às 17h. Os consulados que, segundo ela, estarão funcionando são: São Paulo, Santos, Belém, Belo Horizonte, Goiânia, Brasília, Curitiba, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e Fortaleza.

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Luísa Vaz, Deputada Municipal pelo partido CHEGA em Portugal, convoca portugueses no Brasil a votar para “salvar o país da esquerda”

Ela lembrou que, em 2024, foram precisamente os eleitores portugueses imigrantes no Brasil que tiraram Augusto Santos Silva, político de extrema esquerda que chegou a ser presidente da Assembleia da República, e permitiram a entrada de Manuel Magro. Ou seja, há um peso grande no voto do imigrante.

“O mundo está num momento de virada. Por causa da Agenda 2030, da cultura woke e das políticas globalistas, se não elegermos um presidente de direita, o avanço de tudo isso em Portugal será maior e muito mais rápido. André entrou em primeiro lugar nas pesquisas, tentaram colocá-lo em terceiro, mas as redes sociais reagiram de tal forma que tiveram que voltar a dizer a verdade. Os portugueses precisam aproveitar que há um partido e um homem que se levantou com coragem para lutar contra esse sistema destruidor”, afirmou. Ela também disse que André Ventura recebe ameaças de morte diariamente.

“Se as pessoas tiverem uma pequena ideia do que é a Agenda 2030, do que é o Plano Kalergi e de todas essas atrocidades que querem fazer à humanidade, não conseguiriam nem dormir e já estariam nas portas dos consulados para votar. Esta geração é a última em termos de valores e princípios. Nós conhecemos o antes e o agora, vivemos outro tipo de vida, onde as relações tinham outro valor e as coisas tinham outra importância. As novas gerações já não sabem muito bem o que é isso, embora em Portugal haja um crescimento da juventude assumindo-se do CHEGA e se posicionando com coragem. Nós somos os guardiões dos valores. Se essa barreira quebrar, se não colocarmos o pé na porta e não enfrentarmos, acabou. Neste momento não há segunda oportunidade.”

Ela alertou que o segundo colocado nas pesquisas, com maior possibilidade de ir ao segundo turno com André Ventura, é socialista, defensor da agenda climática e progressista. “O que será de Portugal? Nós queremos acabar com a ideologia de gênero, queremos colocar esse país no rumo certo, e vamos colocar na presidência da república, por falta de comparecimento, um indivíduo com essas características, que é um fantoche? António José Seguro é um fantoche, não tem posição sobre nada, não assume nada”, criticou.

Luísa acredita que, a partir da vitória de André Ventura, ele poderá abrir caminho para a chamada quarta república. “O presidente tem o poder de falar à nação, de influenciar com seu discurso e de vetar leis. Venham lutar conosco, precisamos da força desse exército. Somos poucos, somos monogâmicos, temos baixo rendimento e Portugal não consegue ter os filhos de que precisa.”

“Não vamos permitir, pela displicência de não votar, que seja eleito alguém contra André Ventura. Para quem diz ‘não gosto de política’, desde que vocês levantam até que se deitam, tudo é política: todas as vossas escolhas, tudo que pagam e compram é política. Aprendam a lidar com ela, pois ela nos obriga a tomar determinadas decisões. Aceitemos isso e sejamos nós a tomar o rumo das coisas”, concluiu.

Os imigrantes que observarem irregularidades ou mesmo se sentirem prejudicados e impedidos de votar, devem consultar a CNE - Queixas | Comissão Nacional de Eleições pelo link https://share.google/mXDKU25YlIDXZEf4S e podem, inclusive  denunciar que dos 22 consulados de Portugal no Brasil, só 12 estarão abertos nos dias das eleições, 17 e 18. Juntamente com isso, pode reclamar no site https://reclama.ventura26.pt/

O Candidato do CHEGA, Andre Ventura, tem afirmado em entrevistas que acredita que os políticos têm tratado mal as comunidades portuguesas. Diz também que o sistema político não quer que os imigrantes votem. Ele criticou a forma como os últimos Presidentes da República e os últimos governos em Portugal têm tratado os emigrantes da diáspora, como se fossem portugueses de segunda classe e também por isso, muitos não se interessam pela política nacional. Mas para que eles voltem a ser valorizados, precisam participar do processo eleitoral, elegendo representantes diferentes dos últimos, e neste momento, há uma única alternativa que é André Ventura.

Adriana Garcia

Jornalista na Amazônia

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